sexta-feira, 5 de março de 2010

Felicidade

é preciso coragem
muita coragem

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

psicologia

"É a unicidade das nossas experiências que torna nossas vidas dignas de serem vividas."
Popper.

"Na realidade não basta nem mesmo a unicidade. É a pessoa consciente o que importa. O valor é dado pela centralidade do eu como consciência, consciente unidade do múltiplice. (...)
Para escolher a existência a consciência precisa querer-se, precisa dizer sim a si mesma, avaliar-se, julgar-se melhor que o não ser."
Francesco Alberoni

segunda-feira, 16 de novembro de 2009



Ai que saudades.
Ta chegando seu aniversário. Vai fazer um ano. Vão ser 4 meses...
Resisto em escrever, não sei o limite do sofrimento aceitável – pra mim, sendo sincera, ele é mínimo e imenso.
Desde então, me (re)crio a cada dia e estou bem. Mesmo. Mas às vezes vem o que fica. É tanto que fica que vem um vazio: gostoso na medida em que mostra a certeza do amor sentido, da vida vivida; triste na falta desmedida, da negação de ti.

Me aproprio de você sem sentir: da tua flor, tua profissão, tua alegria. Afetos herdados geneticamente, pelo sangue compartilhado. Assim, te recebo em mim feliz e orgulhosa!
Percebo a força do invisível.

Te amo!

domingo, 8 de novembro de 2009

Difícil saber... Difícil prever e mais ainda bancar.
Dói, enjoa, cansa, dá medo.
Posso deixar de ser pretensiosa e achar que controlo o mundo, a luz, eu mesma.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sempre tive muita pressa. Pressa de nascer, de comer, de crescer, de ser feliz, de viver tudo de bom da vida. Admiro a paciência. O silencio, a calma – pra mim essas são virtudes tão grandes quanto difíceis de alcançar. E assim vou indo... muitas vezes olhando pra cima, pra frente, mas tentando ao máximo simplesmente fechar os olhos.

Talismã

1ª semana de setembro

Tenho andado tão intensa. Felicidade intensa e queda em parte também. Cigarros muitos companhias cervejas e muita inspiração. Papos astrológicos, artísticos e sentimentais aos montes, que deixam tudo com uma cor diferente. Reconheço-me em tantos que assusta a paz e euforia que me traz. Quero trazer tudo pra casa e pra mim. Já está estão todos juntos misturados, sotaques novos múltiplos influenciáveis que dizem sempre o mesmo. Dizem sempre amor. Não que precisem dizer, está implícito.

Quero produzir tudo isso, colocar tal beleza em palavras, mas me faltam. Acho injusto. Turbilhões turbilhantes de uma menina cor de rosa, um paiaço, um talismã, uma fotografa apaixonada, uma artista cidadã e um psciano. Aventuras, causos, paixões e carinhos de uma série de gente atravessada, que agora me atravessa a garganta de saudade.
Mas a gente se vê em breve. O “adeus” é de momento.

sábado, 12 de setembro de 2009

Cacilda!

Primeiro ato e a angústia de perceber se, de fato, teria embrutecido e passado isso que tanto me afeta. Cabeça longe, perto, embaixo, pra frente. No céu do intervalo, uma estrela bem no centro do quadrado anunciava o que em seguida aconteceria.
Medo, choro, vontade de me dar, felicidade de me deixar afetar, uma procura turbilhante. Olho pro vídeo e me encanto. Ouço as palavras e a música e quero carinho. “Olfato, o sentido mais sincero” esse, cheirava formol; cheirava Cacilda.
Vontade de me embrenhar. De confiar e ter coragem pra me achar no meio de nós de segurança que não me deixam escorregar como contas. Conto o que? O que quero, não quero, já quis.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Parte mãe
parte irmã
parte amiga
parte espelho

parte, mas deixa um rastro de amor nesse mundinho (que tanto precisa)
e em mim, que carrego parte de você dentro (sempre precisei).
Linda, luz, voa com o vento...
mar e sol
gira gira gira girassol

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A ordem do tempo
ao Dani


O passado é o que passou
mas são também os passos oblíquos que retornam
e que estarão presentes nos passos do futuro
O que passou não passou para esses desesperados
animais da angústia que nós somos
e persiste nas garras da tarde
na luz de toda fúria da ternura imaginada
Mas só fora do tempo
deverá haver perdão pra quem assim tanto amou?

No carrossel do tempo
acorrentado procuro recompor-te
mas não cabe no poema
a tua fome de sonhos que persigo
nem os teus olhos ávidos avaros de infinitudes
nem a voraz inteligência cristal das noites essenciais:
"Carlos, por que você não diz isso
de um jeito mais simples?"

Pura volúpia só te saciavam as coisas raras
Como deter-te com nosso amor imperfeito
ou com esse obscuro soluço que conspira
na máscara deste tempo humano destroçado?

Há um humor indecoroso e inefável
no teu último teorema de alegria:
"Passado, Presente, Futuro
o Sol coloca-nos na ordem do tempo
sem ele seríamos apenas um infinito silêncio sem acordes"
Daniel
Espírito do ar - Ariel
Lapislazúli - Luz do céu.

Carlos Lima
"Encher-se
Esvaziar-se
Encher-se"

Quero fazer um infinito, um buraco no chão. Andar no mesmo lugar até ficar. Marcar.
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